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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM

Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor

PDP-ANA LEMBRA O 22 DE JANEIRO DE 1993

O Líder do Partido diz que, o 22 de Janeiro não será apenas um dia de reflexão, mas um dia de tomada de consciência, um dia de unidade para a mudança. Mudança que vai permitir construir a nação angolana.

Luanda, 22.01.2008; As datas negras e sangrentas da história de Angola devem ser sempre lembradas e veladas como flechas no coração de todos os angolanos que se querem irmãos de uma mesma pátria, construtores de uma nação una, indivisível e sem discriminação de raça ou tribo, defende o presidente do PDP-ANA, Sediangani Mbimbi.

Num dia como hoje, há 15 anos, a história de Angola registou mais uma página horrenda com o «massacre dos bakongos», em Luanda, também conhecida como sexta-feira sangrenta, data que o PDP-ANA assinala anualmente.
Neste 15º aniversário do «massacre dos bakongos», o presidente do Partido Democrático para o Progresso de Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA), Sediangani Mbimbi, fala no respeito pela vida do outro e pela diferença como pressupostos para a construção da nação.

«Anualmente dia 22 de Janeiro de cada ano no sentido de recordar aquilo que se passou mas isso não é para a vingança, isso é para colocar-mos o amor lá onde haver ódio, colocarmos a irmandade lá onde houve inimizade, colocar a união onde houve desunião, isto é uma lição que o PDP-ANA dá a todos os angolanos em cada 22 de Janeiro. Estamos a aproximarmo-nos das eleições é por isso mesmo que nós PDP-ANA celebramos esta data, porque a vida humana para nós é colocada no centro das nossas preocupações não podemos ter uma unidade se nós não respeitamos a vida do outro. Não podemos ter a paz e a reconciliação nacional se nós não respeitarmos a vida do outro. A vida do outro em paz com os outros é que nos permite construir aquilo que nós chamamos nação que o MPLA até hoje não conseguiu construir».

Sediangani Mbimbi acredita que é chegado o momento dos angolanos investirem na mudança de consciência como forma de coexistirem pacificamente no mesmo espaço geográfico independente sem vencidos nem vencedores, simples em paz e no equilíbrio.

«O 22 de Janeiro não será apenas um dia de reflexão, mas um dia de tomada de consciência, um dia de unidade para a mudança. Mudança que vai permitir construir a nação angolana. Mudança porque, o nosso presidente fundador dizia o seguinte: para mudar o mundo é preciso que se mude o homem. Se nós não mudarmos o homem nunca conseguiremos mudar a nossa Angola, é nesse sentido que nós apelamos ao angolano, a angolana de Cabinda ao Cunene e do leste ao mar que as eleições se estão a aproximar e é preciso que haja mudança para o positivo, mudança para que haja a verdadeira paz, a paz do equilíbrio, a paz onde não haverá vencidos nem vencedores, a paz que convence os cidadãos, a paz onde o cidadão adversário dá e recebe, a paz social, a paz que assenta na verdade, na justiça e no respeito da dignidade humana».

O 22 de Janeiro de 1993, sexta-feira, ficou marcado por um ataque traiçoeiro contra os nativos da região Norte de Angola residente em Luanda, resultando em mortos e feridos.

A sexta-feira sangrenta é tida como a mais descarada manifestação tribal do pós-independência, só vencida pelo episódio de 1975 contra os ovimbundus, pouco antes da independência.

Episódios como os de 4 de Janeiro, 22 de Janeiro, 27 de Maio e 31 de Outubro, não devem ser esquecidos mas sim recordados como manchas dolorosas da nossa história cujo resultado enluta até hoje inúmeras famílias.

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