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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor |
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REVISTA DA IMPRENSA: ELEIÇÕES E DESARMAMENTO DOMINAM SEMANÁRIOS |
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REVISTA
DE IMPRENSA ANGOLANA
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Luanda.07.03.2008; Tráfico de armas na fronteira entre Angola e o Congo Democrático é uma das fontes de armamento da população civil. Este é o título principal do jornal Angolense e surge na senda de uma entrevista com o comissário Paulo da Veiga que foi o responsável pela organização do seminário sobre desarmamento da população civil e é o comandante geral adjunto da polícia nacional para a ordem pública. O comandante diz
na entrevista que este é um dos factores que contribui para a
instabilidade naquele país e aponta outras fontes de venda de
armas como o mercado Roque Santeiro. Um outro título de capa, «Novos administradores municipais ou cabos eleitorais do MPLA»? Esta matéria tem a ver com a mudança radical a nível dos administradores municipais em Luanda, que entre os nomeados figuram Tany Narciso, Zeca Amorim e outras pessoas bastante vividas naquilo que é agitação e mobilização de massas dentro do MPLA. Daí a questão, até que ponto as pessoas foram ocupar estes cargos por mérito ou pela sua capacidade para dirigir os municípios, mas pela sua capacidade para caça aos votos para o MPLA nas próximas eleições? O Folha 8 traz como grande título de capa desta semana « UNITA em contra mão», a apatia do galo negro. Entre as várias chamadas de capa, pode-se ler, Filomeno Vieira Lopes denuncia, vai haver fraude eleitoral. Cidadãos sem armas. Desarmamento da população é urgente. Oito de Março. Mulheres angolanas lutam por mais espaço. O Folha 8 traz finalmente duas chamadas de capa: a primeira, dirigentes afundam ensino público com filhos nas escolas estrangeiras e a outra, Sindicato reage à invasão da segurança na comunicação social. No Cruzeiro do Sul a manchete diz que « As Mulheres que mandam no Sul do país». Esta matéria surge para homenagear a mulher angolana, a propósito do dia 8 de Março, o Dia Internacional da mulher. O Cruzeiro mostra um retrato da mulher do centro sul do país. «Aquilo de 1992 não foram eleições», disse em entrevista ao Cruzeiro do Sul, o Reverendo Augusto Chipesse. Para além de abordar outros aspectos da actualidade, da vida política do país, fala particularmente das eleições e faz um recuo no tempo, dizendo que as eleições de 92 não foram eleições mas, um arranjo político para se evitar a guerra. Augusto Chipesse foi membro do Conselho Nacional Eleitoral em 1992. Mais uma vez o Cruzeiro traz a reacção de Kundi Payama às declarações de Numa segundo as quais o ministro da Defesa deveria demitir-se do cargo em função das declarações feitas muito recentemente à rádio LAC. Kundi Payama, entrevistado pelo Cruzeiro do Sul, volta a perguntar onde estarão as armas das milícias que durante o conflito apoiaram a UNITA. Kundi Payama diz ainda ter sido mal interpretado quando falou para a LAC, porque afirma existir armamento cujo paradeiro até hoje é desconhecido e é esse facto que deveria constituir preocupação para as autoridades do país. Finalmente, em Benguela ex-militares transformam-se em roboteiros. A vida de militares das FAPLA e das FALA, que para sobreviverem hoje utilizam como recurso o transporte de grandes pesos à cabeça ou às costas. Combustível militar «candongado». Poderá ser contrabandeado na região dos Grandes Lagos. Este é o principal título do Agora. A «militarização do MIREX». Memórias, as tragédias das famílias amaldiçoadas. Outro título, Manuel Vicente desembolsa 25 mil dólares cash. Como será o mundo em 2035? CJC quer investir em Angola. O país começa a crescer. Este é o título do jornal e como ante título: As eleições legislativas ainda no provir já agitam o país, como serão as estratégias dos quatro partidos melhor representados no parlamento? Uma abordagem sobre os pontos a favor e os contra dos 4 partidos melhor representados na Assembleia Nacional, como base dos resultados das eleições de 1992 e onde é que cada um deles se vai agarrar durante a campanha eleitoral. «Tribunal de Contas segue o rasto do desfalque». Como ante título: Ainda o furacão João Fernando. Este é o título principal de A Capital, que dá continuidade à matéria sobre o desfalque na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto. Fala concretamente dos 4 milhões de dólares desaparecidos durante o exercício do decano João Fernando. Na entrevista com o comissário Paulo de Almeida, segundo Comandante Geral da Polícia, diz entre outras coisas, que as armas ligeiras que serão recolhidas da população serão posteriormente vendidas em lojas próprias criadas para o efeito para defesa pessoal dos cidadãos e serão autorizadas pela polícia. Inocêncio de Brito, director nacional de Viação e Trânsito, fala em entrevista sobre as características do novo código de estrada que aguarda aprovação da Assembleia Nacional. Este código de estrada trará mudanças radicais no país. Outro título: Cancro da próstata cresce em Angola. A doença, diagnóstico e o preconceito. O cancro da próstata merece destaque nesta edição, com uma abordagem exaustiva feita por especialistas e os números que testam o aumento de casos de cancro na próstata em Angola. O Novo Jornal, tem como título de capa, «TAAG não descola tão cedo». È uma matéria que fala da suspensão das actividades da TAAG pela União Europeia. A notícia diz que a TAAG continua com as licenças precárias , dirigentes da TAAG e INAVIC andaram desencontrados. Ana Dias Lourenço diz em entrevista que os decretos não resolvem os desequilíbrios regionais. Recordar o Cuito Cuanavale. Este título tem a ver com uma comissão criada pelo Presidente da República para assinalar o vigésimo aniversário desta batalha , devido à sua influência na resolução da situação na região austral de África, com a independência da Namíbia e o fim do apartheid. Jornalismo e Ética. Esta matéria surge à propósito do seminário que o Sindicato dos Jornalistas vai realizar de 29 a 30 de Abril, em Luanda. Na contracapa do Novo Jornal, pode-se ler. MPLA afina máquina eleitoral. As possíveis figuras que estarão à frente na campanha a realizar para as próximas eleições. «O governo espera por milagre até Agosto». Esta matéria tem a ver com o plano de desarmamento nacional que foi aprovado no seminário que terminou na passada quarta-feira. A manchete principal do Semanário Angolense, tem como título: O Império está a ruir. Ministro dos Transportes entalado entre duas comissões. Em nota explicativa diz que a circunstância de parte do pelouro de Luís Brandão estar a ser vasculhada por outros sectores do governo, não é um bom sinal, e não é só uma questão de perder um bongue aquí e alí, tudo é sobretudo uma questão de desautorização pública e de perda de confiança política. Ainda em relação ao Ministério dos Transportes uma nota dá conta que a ligação Luanda- São Paulo, no Brasil, será feita por um avião chumbado pela União Europeia. «Chica não quer antiguidades». Lixívia e potassa no Governo Provincial de Luanda. Na DNIC por ofensas corporais. Processo contra filho de Nandó encalhados? Alegada vítima é um professor universitário agredido por Hélder Dias dos Santos, em Maio de 2007. E a fechar o Semanário Angolense traz uma entrevista com António Burity da Silva, ministro da Educação que diz, professores angolanos são os mais bem pagos da SADC.(AMendes) |
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