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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM

Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor

PASSADO TÃO POUCO TEMPO, DOS SANTOS VOLTA A FALAR EM ELEIÇÕES NO PRÓXIMO ANO
Wendhoek; 25/10/2007

Pela segunda vez em menos de uma semana o Presidente José Eduardo dos Santos volta a afirmar que as segundas eleições legislativas terão lugar em 2008 e que o caminho para a estabilidade económica e a normalidade constitucional atingiram «um ponto de não retorno».

Aconteceu esta manhã na cidade de Wendhoek, capital da República da Namíbia, durante o durante o discurso que pronunciou no parlamento daquele país.
A última vez que Eduardo dos Santos garantiu de que o pleito terá mesmo lugar no próximo ano, foi durante visita que o seu homólogo brasileiro, Luís Inácio «Lula da Silva» efectuou a Luanda na passada semana.

Desta vez, o Chefe de Estado angolano disse que os angolanos estão a encarar a realização das eleições com muita ansiedade e esperança porque « a longa guerra a que fomos submetidos durante muito tempo privou os angolanos desse elementar direito de cidadania e muitos estão ansiosos em ver o país a enveredar para a fase da normalidade constitucional (...)No próximo ano vão ter lugar em Angola as segundas eleições legislativas e durante as quais o povo angolano vai ser chamado às urnas para eleger os seus representantes».

A actual estabilidade política, os bons indicadores macro-económicos e a reconstrução das infra-estruturas do país são, na opinião de Eduardo dos Santos, sinais que indicativos que permitem já o retorno de Angola à normalidade constitucional.

«Há estabilidade política, os indicadores macroeconómicos são bons; aumenta o investimento e o emprego, o país inteiro é hoje um canteiro de obras e estão a ser reabilitadas ou construídas de raiz, estradas, pontes, portos aeroportos, escolas, centros de saúde, maternidades, infra-estruturas industriais, novos pólos urbanos.»

Estas realizações permitem ao Presidente angolano afirmar que «é gigantesco o esforço para compensar o tempo perdido durante a guerra».

«Os angolanos sentem-se orgulhosos de ser parte activa desta grande transformação. Entregam-se com grande dedicação à consecução dos mais variados projectos, sente-se a vida começar em toda a parte».

O estadista angolano reconheceu que falta muito por se fazer em relação ao atendimento aos mais desfavorecidos do país e aqueles que mais sofreram com o conflito armado.

Aos namibianos o Presidente da República pediu que ajudem Angola a trilhar o caminho da modernidade e do progresso através do reforço da cooperação bilateral. José Eduardo regressa hoje a Luanda e na próxima terça-feira efectua a sua primeira visita oficial à República da Moçambique.

Copyright © 2007 pdp-ana
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