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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM

Dizia:

Mfulumpinga Nlandu Victor

Paris; O tribunal correccional de Paris afastou quarta-feira um pedido de levantamento do controlo judicial imposto ao escritor Paul-Loup Sulitzer no assunto das vendas de armas presumidas ilícitas para Angola. Tem proibição desde 2000 de deslocar-se fora da União Europeia, o que seria necessário para as suas funções de consultor, defendeu Paul-Loup Sulitzer frente dos juizes.

Estes ultimos recusaram precisando que este controlo continua a ser necessário para garantir a sua presença perante a justiça, nomeadamente ao processo que deve se desenrolar no próximo ano. Poderá fazer pedidos para cada viagem.

Paul-Loup Sulitzer é posto em exame para “dissimulação de abusos de bens sociais” devido aos 380.000 euros que recebeu do homem de processos Pierre Falcone, autor principal da venda de armas presumida ilegal para Angola por um montante de 790 milhões de dólares, entre 1993 e 2000.
“Fiz um grande erro, e paguei muito caro”, disse na audiência Paul-Loup Sulitzer. De acordo à acusação, Pierre Falcone oferecia presente financeiro, remunerar as prestações fictício, como do Paul-Loup Sulitzer, uma rede de influência para favorecer os negócios.

Figuram nomeadamente entre os presentes, de acordo com o processo, 37 milhões de dólares sobre uma conta em Luxemburgo para o presidente angolano José Eduardo Dos Santos, de 2,6 milhões de dólares à Jean-Christophe Mitterrand, primeiro filho do defunto presidente,160.000 dólares para o antigo conselheiro do presidente Jacques Attali, 229.000 para uma associação de Charles Pasqua. No total, 42 pessoas serão julgadas no processo.

Fonte: (Reuters)

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