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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM

Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor

Opinião

 

Um Apego aos valores da independência.

Por: Eduardo Scotty.

A Angola comemorou, o 11 de Novembro passado, os seus trinta e dois anos de independência. Um terço de século durante o qual este país viveu na dor.

II parte

Esta fixação à sua independência, duplicada de um amor patriótico sincero, faz às vezes esquecer à estas populações a aflição e as angústias da sua vida diária. Uma vida esmaltada de violências na rua, violações dos direitos do homem, actos de corrupção e de pobreza.
Um défice de perspectivas que oculta, é necessário bem reconhecê-lo, os resultados obtidos pelo poder existente nomeadamente na preservação da independência nacional e a integridade territorial, a manutenção de certo equilíbrio éthnocultural e racial que nunca não entregou em questão a coesão nacional, a valorização dos ressorces humanos com a gratuitidade, durante os oito primeiros anos da independência, do ensino e a obtenção de bolsas de estudo. Reconhecer estes recibos não significa garantir a política governamental. Para mim, o poder existente em Luanda é responsável da corrupção que mina o tecido social e da ruína da economia,
principalmente à que é ligada aos sectores que podem servir de base ao desenvolvimento do país.

A insensibilidade dos governantes e outras elites no que diz respeito à pobreza e o seu despeito do sofrimento das massas populares cria situações perigosas. E, o aparecimento “das famílias nobres” à cabeça do Estado e de todas as empresas no país não joga a favor do poder.
Um amigo Beninês dizia-me, há alguns meses, e tinha razão, “que os nossos governantes devem saber escolher se querem governar dez anos ou cem anos, porque o facto de ter tanto riqueza no meio de tanto miséria não podido como conduzir à sua impopularidade e a confrontação civil”.
A revolta à prisão central Luanda, o mês passado, ilustra fielmente ras-le-bol da população. E numa prisão, é muito emblemático.

É de costume atribuir à nossa falta de democracia as razões das nossas desgraças.

Em parte, é verdadeiro. E nas circunstâncias actuais, alguém pode dar lições de democracia outros num país onde o espectro do partido único continua a aplanar sobre as instituições? Não penso. Pelo contrário, em qualquer humildade, aprendê-lo todos devem respeitar-se, uns e outros. Se não o fazemos, corremos o risco de ida direito no muro.

É neste contexto que um diplomata europeu, excedido pela instabilidade política dos nossos países, colocava-se questões sobre a viabilidade da democracia na África. Realmente, pensava que o modelo “sem partidos políticos” era melhor exemplar que se ajustava aquando actual da África.

Embora não seja de acordo com este diplomata, sempre afirmei que os Africanos tínhamos um atraso dramático no desenvolvimento da ciência política e devido aquilo, nós faziamos frequentemente um recurso sistemático às soluções impostas do exterior. O socialismo, a democracia ocidental e mantendo o modelo “sem partidos políticos”. Um modelo que ninguém não estudou para garantir a viabilidade. É por conseguinte do nosso dever de demonstrar que a democracia, tal como o desenvolvimento económico, é possível em África e porem devemos procurar criar uma cultura democrática e encontrar o nosso próprio caminho. “Há muito tempo que teria-se pensar naquilo”, dizem alguns. É verdade, mas Antes tarde que nunca. Como trata-se de uma realização complexa, os Africanos devem optar por uma estratégia a longo prazo de diálogo e de negociação. E por isto, têm a necessidade de tempo, que os líderes da comunidade internacional não compreendem quando impõem-nos as suas agendas e os seus ritmos.

Para o PDP-ANA, é evidente que o partido no poder deve ser tolerante e magnanimo. Instaurado de uma política de reconciliação nacional justa, aceitável e transparante deve ser uma prioridade para uma melhor governança a fim de garantir mais justiça social ao povo e uma melhor integração das diversidades éthnolinguistico e regionais.

O PDP-ANA na sua dialéctica considera que o problema angolano, apesar das aparências, é muito complexo e delicado. Por esta razão, é importante o esforço no diálogo, negociação e concertação é um nececidade para encontrar os consensos possíveis que podem desentupir sobre um projecto nacional.

A organização das eleições anunciada para o mês de Setembro ou Outubro de 2008 não resolverá todos os problemas. No processo que se desenrola actualmente no país, e que se desenrolou outros, as eleições são importantes, certamente, mas constituem apenas uma parte da solução.

Opinião de: Eduardo Scotty.

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