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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM

Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor

Opinião

 

Um Apego aos valores da independência.

Por: Eduardo Scotty.

A Angola comemorou, o 11 de Novembro passado, os seus trinta e dois anos de independência. Um terço de século durante o qual este país viveu na dor.

I Parte

A Angola comemorou, o 11 de Novembro passado, os seus trinta e dois anos de independência. Um terço de século durante o qual este país viveu na dor. Uma guerra insensata, à qual entregaram-se irmãos inimigos, e que causou milhares de mortes e deslocados. Um triste balanço. Sob outros céus, este balanço teria apagado qualquer chama de esperança, e a acessão do país à independência é considerada como a primeira causa destas desgraças.

Este apego imutável dos Angolanos à sua independência conduziu-me à uma séria reflexão sobre os trinta e dois anos de independência deste país, porque, durante os últimos anos, fui interpelada por certos artigos de opiniões e por debates que, felizmente, começam a encontrar o seu lugar na sociedade angolana.

Apesar de diversos julgamentos emitidos por alguns líderes políticos angolano, em nenhum momento não cessei de considerar que a acessão da Angola à independência é uma boa coisa. E não sou o único. Não o digo por oportunismo ou para eventuais benefícios pessoais. Se a Angola não tivesse acedido à independência, ter-me-ei tornado provavelmente hoje um quadro superior, bem situado na vida.

Mas, serei certamente um homem infeliz devido ao sistema que era demasiado injusto.

No ensino superior, durante os dez anos que precederam a independência, apenas 10% de estudantes Angolanos (Métis e Pretos confundidos) puderam ser admitidos lá.

Este dado demonstra efectivamente a injustiça da situação, e se evoco-o aqui, é simplesmente para recordar aos que tem a memória curta os prejuízos do sistema colonial.

Recordar este dado não significa que solidarizo com o sistema político actual que encontro também injustiças mas por outras razões. Considero de resto que a liberdade, da qual gozamos actualmente, é uma coisa que devemos preservar e honrar ainda que as circunstâncias actuais são também difíceis e dolorosos.

Quando há alguns anos, em resposta à uma anedota de mau gosto relativos à condução dos camponeses angolanos, injustamente considerados ignorantes, colocava-se a questão de um eventual regresso dos Portugueses em Angola devido da degradação à socio-económica da situação,

Porem, sempre quando tinha ocasião, durante as minhas deslocações dentro do país, algumas perguntas em redor de mim sobre esta possibilidade. As respostas eram categóricas e sem ambiguidade.

Nunca, digo bem, nunca encontrei um camponês angolano que punha em causa a independência ou tinha independência uma outra ideia que a do fim da opressão, o obscurantisme, a injustiça e, o início de uma era nova de liberdade e de dignidade.

A guerra que foi imposta em Angola durante vinte e seis anos, e todos sabe quanto a população camponeza deste país sofreu, não se calcula o sofrimento suportado durante a ocupação colonial, há cerca de cem anos.

Hoje, todos os Angolanos, unânimes, exprimem o desejo de querer viver uma vida normal, e são convencidos que aquilo é possível. Um bom optimismos.
Hoje, o espectro de um eventual regresso dos Portugueses não faz medo. “Mas se os Portugueses querem retornar, devem respeitar as novas regras porque agora, são iguais”, afirmam as populações de Angola profundas. » » » II Parte

Opinião de: Eduardo Scotty.

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