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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor |
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Opinião
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Quando o MPLA procura comprar as consciências. Por: Eduardo Scotty. O Programa de intervenção municipal instaurado
pelo Ministério das finanças, à alguns meses das
eleições, é um meio para financiar, por antecipação,
com o dinheiro do Estado, a campanha eleitoral do Mpla. |
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Hà alguns dias, o governo angolano, pela voz do seu vice-ministro das finanças, Servim de Morais,na (Foto), anunciou a concessão de um montante de 5.000.000,00 de dolares à cada municipio do nosso país. Para uma grande parte de Angolanos, este anúncio passou quase despercebido. Os meios de comunicação social locais guardaram-se de comentar a informação. E sobre Internet, o web-site que publicou o anúncio apressou-se de passar o artigo à alcapão para evitar as reacções, agressivas, dos "internautes". Mas o que é surpreendente, é o momento escolhido pelo governo para fazer este anúncio. À alguns meses das eleições e no momento em que todos indicadores económicos atestam uma degradação das condições de vida da populaçâo. Reconheço que a manobra està à dimensão dos desafios. " Dotar as administrações municipais de recursos financeiros suficientes para resolver com rapidez e eficácia os problemas que têm a ver com a melhoria do bem-estar das populações", um objectivo nobre que, do meu parecer , esconde uma intenção eleitoralista. Porque, desde a acessão do nosso país à independência, a noção do municipio perdeu de senso. As administraçôes municipas, onde existem, são comités do partido no poder. Os comissários municipais, nomeados pelo Mpla, estão unicamente ao serviço dos membros do partido nos municipios. O Programa de intervenção municipal instaurado pelo Ministério das finanças, à alguns meses das eleições, é um meio para financiar, por antecipação, com o dinheiro do Estado, a campanha eleitoral do Mpla. E para dar à esta mascarada um carácter legal, um Fundo de apoio à gestâo municipal é instituido ao Ministério das finanças. Nâo é là uma maneira de burlar? Dotar-se de mais meios para melhor posicionar-se em relação aos outros, é uma burla. De resto, nenhuma urgênçia justifica esta decisão. Estas administrações municipais, onde existem, sempre funcionaram na austeridade. A brusca vontade de querer melhorar as condições de vida destas populações de Angola profunda, abandonadas hà mais de trinta anos e que tomaram, para sua sobrevivencia, o caminho do êxodo rural, choca e irrita. Grande ainda é a irritação quando sabe-se que nenhum instrumento foi concebido para assegurar a transparencia da gestão deste Fundo de apoio. Sobre este assunto, a Oposição política angolana, uma vez mais, é surpreendida. Ela ficou sem voz. A rapidez do governo no anúncio desta decisão pode justificar a falta de espontaneidade na reacção da Oposição? Talvez sim, talvez nâo. Mas em todo caso, é o tipo de manobras que o Mpla vai experimentar à partir de agora. A dificuldade para adptar o seu programa às realidades do momento e o balanço desastroso de trinta e três anos de mà governação, é uma espinha no pé dos "camaradas". Um método impoê-se : a compra das consciências. É com mel que apanha-se moscas. É com o dinheiro que compra-se votos. É um truque velho como o mundo. E os municipios são visados porque constituem uma reserva importante de votos. Cinco milhões de dolares marcam os espiritos. A promessa de anualizar a dotação constitui a cereja em cima do bolo. No plano económico, esta medida custa dinheiro
ao Estado. 68 municipios a subvencionarem à razão de 5.000.000,00de
dolares cada um, o cálculo não é dificil. 340.000.000,00
de dolares é o montante que o governo prepara-se para distribuir
aos municipios para garantir a reeleição do Mpla. Opinião
de: Eduardo Scotty. |
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