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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor |
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Opinião
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O início do sprint eleitoral. Por: Eduardo Scotty. Os últimos ajustamentos politico-administrativos efectuados a nível da província de Luanda testemunham de uma selvagem vontade de conduzir, mais uma vez, da maneira que todos conhecem, o Mpla no topo do poder. |
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Pronto ! À seis meses das eleiçôes, os estrategistas politicos do Mpla afiam as suas armas para lançar-se na batalha eleitoral. Longe dos olhares, nos gabinetes ministeriais, eles esforçam-se encontrar estrategia adequada para fazer ganhar o seu partido. Se nos partidos politicos da oposiçâo, defronta-se ainda hoje com dificuldades para se dotar do necessario à campanha eleitoral que se aproxima, por razôes que todos conhecem, o Mpla, em contrapartida, jà começou a dispor seus pions no terreno para assegurar a sua vitória. Os últimos ajustamentos politico-administrativos efectuados a nível da província de Luanda testemunham de uma selvagem vontade de conduzir, mais uma vez, da maneira que todos conhecem, o Mpla no topo do poder. E a este respeito, as reacçôes sâo diversas e numerosas na classe politica e na populaçâo. Apesar da diversidade politico-cultural provocada pelo êxodo maciço das populaçôes vítimas da guerra para a capital e os seus arredores, a província de Luanda permanece o bastiâo do Mpla. Ela representa uma reserva de votos nâo negligenciável no plano nacional (30%). O número de eleitores registrados na única província de Luanda é mais importante que o dos eleitores de dez províncias reunidas. E por conseguinte vital o Mpla pôr todas as chances do seu lado controlando Luanda e os seus arredores. Quê de mais normal, neste caso, que de confiar a gestâo administrativa e politica desta província à homens e mulheres próximos do Mpla. A exonaraçâo de Job Capapinha das funçôes de governador da província de Luanda e a sua substituiçâo por Francisca do Espirito Santo nâo sâo factos imprevistos. Este reajuste, cujo um é vítima e a outra beneficiária, inscreve-se no ambîto de uma estratégia eleitoral pensada e reflectida ao mais elevado nível do Estado. De acordo com certos observadores locais da politica do Mpla, Job Capapinha nâo corresponde mais, nas circunstâncias actuais, ao perfil procurado pelo partido no poder. Ele nâo é bastante " luandense" na sua maneira de ser. Ora, o Mpla precisa de um responsavel politico procedente dos bairros populares de Luanda, capaz de fazer mover as linhas sem demasiado estar a incomodar-se das criticas da Oposiçâo. E, esta pessoa é a Dona Xica. A chegada à cabeça da província de Luanda desta mulher, formada na escola do partido e "luandense" até à extremidade, nâo preocupou para além de medida. Já funcionária na administraçâo provincial, em qualidade de vice-governador, a sua ascençâo é julgada consensualmente normal pela populaçâo. Era necessário evitar um vazio no exercicio do poder. Mas, as primeiras medidas tomadas por Dona Xica, livros gratuitos para os alunos, bolsas escolares internas, merendas para os alunos, consultas médicas gratuitas nos bairros à periferia de Luanda, subsídios aos aprendizes nos centros de formaçâo Mapess, despertam as suspeitas da Oposiçâo. De trás esta brusca vontade de melhorar as condiçôes de vida dos alunos, esconde-se intençôes eleitoralistas. Através das crianças, sâo os parentes que o Mpla quer seduzir. E o Programa de intervençâo municipal apoiado pelo Fundo de apoio à gestâo municipal nâo é estrangeiro à esta súbita vontade do Mpla. De resto, é por esta razâo que Dona Xica, com o aval do Mpla, procedeu à nomeaçâo de novos administradores municipais. Sâo elles que vâo gerir, para a província de Luanda, os 5.000.000,00 de dolares que o Fundo de apoio vai distribuir à cada municipio. Sâo também eles que vâo fazer com que os resultados eleitorais do Mpla, nos seus municipios, nâo transformam-se em pesadelo. Os homens da Xica sâo oito (8). Victor Nataniel Narciso ( Tany) para o municipio de Cazenga, José tavares Ferreira ( Sambizanga), José Moreno Fernandes (Viana), Pedro dos Reis Fançony (Samba), Carlos Alberto Cavukila (Cacuaco), José Francisco Correia (Kilamba-Kiaxi), Marcial Jacinto Neto ( Rangel), e Suzana de Melo ( Ingombotas). É à estas personalidades procedentes, todas, das fileiras do Mpla que incumbem a pesada tarefa de gerir os municipios da província de Luanda até as eleiçôes de Setembro de 2008. A sua escolha nâo é fortuita. Entre essa personalidades, há dois generais de reserva, um professor de Universidade e quatro militantes de confiança do Mpla. Observaram, certamente, a ausência de membros da Oposiçâo neste " octopode". Aquilo nâo é uma simples coincidência. Quid dos Acordos de Lusaka? Na nossa última
anàlise, Quando o MPLA...., chamávamos a atençâo
da opiniâo publica para as manobras que o Mpla ia levar a cabo
para ganhar as eleiçôes. Passou-se apenas algumas semanas
e o câo mostrou o seu rabo. A carga pesada é chamada ao
salvar. Os municípios estâo na primeira linha. Infelizmente,
esta maneira de proceder só leva ao desastre. De là, a
suspeitar o Mpla de preparar uma fraude eleitoral, há apenas
um passo. Um passo que que 87 partidos politicos, reunidos numa coligaçâo
"Partidos da Oposiçâo Civil", saltaram tentando
organizar, na semana passada, uma manifestaçâo contra o
governo angolano. Opinião de: Eduardo Scotty. |
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