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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor |
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ELEVADO NÚMERO DE PARTIDOS CONTRA ELES, DEFENDE JUSTINO PINTO DE ANDRADE Os mais de cem partidos políticos legalizados pelo Tribunal Supremo poderão causar a dispersão de votos nas legislativas previstas para Setembro, quem o afirma é Justino Pinto de Andrade, politólogo.
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| Lubangu;
O elevado número de partidos políticos em Angola, pode jogar
contra muitas destas formações políticas e contra
o próprio país nas próximas eleições
Quem assim pensa é o analista político Justino Pinto de
Andrade quando falava no Lubango, à margem do congresso Pro Pace
terminado recentemente na província da Huíla.
Os mais de cem partidos
políticos legalizados pelo Tribunal Supremo poderão causar
a dispersão de votos nas legislativas previstas para Setembro
e a melhor via a seguir nos próximos meses até as eleições
principalmente pelas formações políticas extra
parlamentares seria a coligação. «Eu penso que as formações vão ter que ter consciência de que só têm sete meses para se prepararem e para se prepararem em todas as dimensões do ponto de vista material, do ponto de vista financeiro, do ponto de vista organizativo, acho que esta é a tarefa fundamental das forças políticas. É claro que nós temos muitas formações político-partidárias e vai ser um bocado difícil contar com todas elas individualmente para o processo eleitoral. Eu acredito que agora algumas destas formações político-partidárias vão procurar juntar-se vão procurar coligar-se porque fica claro que esta pluralidade tão grande de formações político-partidárias não vai permitir que haja sobras para todos, isto é, vai haver uma concentração do voto em algumas formações político-partidárias e depois o restante vai ser disperso por mais de cem partidos e vai dar quase nada para cada um e por isso mesmo se as formações político-partidárias quiserem se fazer representar então têm de juntar-se em função das suas afinidades. Nós não vemos que haja espaço para tantas ideias diferentes. Não acreditamos mesmo que haja cento e tal propostas distintas».
Até a realização das legislativas, Justino Pinto de Andrade defende um trabalho forte de todos os agentes políticos e sociais na educação das populações. Para ele, ante a multiplicação dos actos de intolerância, é preciso educar apontando os erros, denunciando os infractores elevar às barras do tribunal os prevaricadores sem olhar para as cores partidárias. « É claro que não vai ser fácil nós destraumatizarmos as pessoas. Além disso os sinais que têm sido dados agora não têm sido os melhores. Tem havido a multiplicação de intolerância um pouco por todo o país e eu espero que os próximos sete meses sejam utilizados pelos agentes políticos e sociais para educarem a sociedade: E não se educa com silêncio. Educa-se com acções concretas! É preciso condenar e denunciar e levar à barra do tribunal todos aqueles que violarem as leis independentemente das formações partidárias a que estejam ligados. Se não se fizer isto não teremos hipótese de fazer educação cívica porque as pessoas agem mal e têm a esperança de terem a cobertura das formações político-partidárias».
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