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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM

Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor

Copyright © 2007 pdp-ana

ELEVADO NÚMERO DE PARTIDOS CONTRA ELES, DEFENDE JUSTINO PINTO DE ANDRADE

Os mais de cem partidos políticos legalizados pelo Tribunal Supremo poderão causar a dispersão de votos nas legislativas previstas para Setembro, quem o afirma é Justino Pinto de Andrade, politólogo.

 

Lubangu; O elevado número de partidos políticos em Angola, pode jogar contra muitas destas formações políticas e contra o próprio país nas próximas eleições Quem assim pensa é o analista político Justino Pinto de Andrade quando falava no Lubango, à margem do congresso Pro Pace terminado recentemente na província da Huíla.

Os mais de cem partidos políticos legalizados pelo Tribunal Supremo poderão causar a dispersão de votos nas legislativas previstas para Setembro e a melhor via a seguir nos próximos meses até as eleições principalmente pelas formações políticas extra parlamentares seria a coligação.
Para organizarem-se a enfrentar o próximo desafio eleitoral, a coligação será uma das alternativas a encontrar pelos políticos, até porque, segundo Justino Pinto de Andrade, apesar da existência de dezenas de partidos políticos, não acredita que para um mesmo país existam mais de cem propostas de governação.

«Eu penso que as formações vão ter que ter consciência de que só têm sete meses para se prepararem e para se prepararem em todas as dimensões do ponto de vista material, do ponto de vista financeiro, do ponto de vista organizativo, acho que esta é a tarefa fundamental das forças políticas. É claro que nós temos muitas formações político-partidárias e vai ser um bocado difícil contar com todas elas individualmente para o processo eleitoral.

Eu acredito que agora algumas destas formações político-partidárias vão procurar juntar-se vão procurar coligar-se porque fica claro que esta pluralidade tão grande de formações político-partidárias não vai permitir que haja sobras para todos, isto é, vai haver uma concentração do voto em algumas formações político-partidárias e depois o restante vai ser disperso por mais de cem partidos e vai dar quase nada para cada um e por isso mesmo se as formações político-partidárias quiserem se fazer representar então têm de juntar-se em função das suas afinidades. Nós não vemos que haja espaço para tantas ideias diferentes. Não acreditamos mesmo que haja cento e tal propostas distintas».


Para o também docente universitário, Justino Pinto de Andrade, será uma tarefa difícil destraumatizar as populações para o desafio eleitoral de Setembro; à luz dos acontecimentos subsequentes às eleições de 1992.

Até a realização das legislativas, Justino Pinto de Andrade defende um trabalho forte de todos os agentes políticos e sociais na educação das populações. Para ele, ante a multiplicação dos actos de intolerância, é preciso educar apontando os erros, denunciando os infractores elevar às barras do tribunal os prevaricadores sem olhar para as cores partidárias.

« É claro que não vai ser fácil nós destraumatizarmos as pessoas. Além disso os sinais que têm sido dados agora não têm sido os melhores. Tem havido a multiplicação de intolerância um pouco por todo o país e eu espero que os próximos sete meses sejam utilizados pelos agentes políticos e sociais para educarem a sociedade: E não se educa com silêncio. Educa-se com acções concretas! É preciso condenar e denunciar e levar à barra do tribunal todos aqueles que violarem as leis independentemente das formações partidárias a que estejam ligados. Se não se fizer isto não teremos hipótese de fazer educação cívica porque as pessoas agem mal e têm a esperança de terem a cobertura das formações político-partidárias».


O analista político Justino Pinto de Andrade e aquilo que no seu entender deverá ser feito em Angola até à realização das eleições legislativas anunciadas para Setembro de 2008.

 

Política