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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor |
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Crivação histórico-política 1975 Por: Jose Luquissa A Angola comemorou, o 11 de Novembro passado, os seus trinta e dois anos de independência. Um terço de século durante o qual este país viveu na dor. |
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Primeira parte: Canadá/Calgary - Eu até sou Benguelense, mais propriamente do Lobito, ou melhor da Canata, bairro suburbano onde nascerem grandes figuras que hoje fazem a malha do tecido intelectual Angolano. Por outro lado, também foi o bairro dos tais que se intitulam originários do Lobito, os Kamutangres. Contudo, não posso deixar de enaltecer o meu apreço e admiração aos Angolanos da etnia Bakongo, (os Mucongos). Os Bakongo, um grupo Bantu, que se estende desde o Congo (Brazzavile), parte do Congo Democrático e parte norte de Angola, possuem uma identidade própria, que os distingue dos demais povos e que ao mesmo tempo os identifica como africanos, juntando-se aos Yoruba da Nigéria, os Ashanti do Gana, os Nyangas do Gabao, Os Ovambos da Namibia, os Zulu da África do Sul, e outros tantos que se espalham pela África dentro. A minha admiração se curva pela maneira sólida em como estes têm sabido manter inalterável a sua integridade etnolinguística. Durante os anos do processo de colonização e até os dias de hoje, esse grupo étnico angolano, tem sido alvo de insultos e certa discriminação, renegados ao escalão inferior, o que me leva concluir que manter esta integridade não tem sido fácil ou simplesmente mero acaso. O reino do Congo , era o mais estruturado dentre os demais reinos que constituem hoje a nação Angolana. Era composto por províncias que eram dirigidas por aristocratas (Sumu), que dependiam directamente do rei (Ntotila). Para além de uma economia organizada, cujos produtos incitaram as trocas comerciais com os portugueses, onde já utilizavam moedas, (Libongo e Nzimbo), eles eram detentores de uma cultura rica, sólida e inabalável. O Bacongo é um povo temente a Deus e já possuía seus profetas entre Kimpa Vita (D. Beatriz), Simão Kimbangu (igreja kimbanguista) e Simão Toco (igreja tocoista), e muito mais, para além dos profetas menores, como Simão Padi, André Matshoha e outros, numa forma de religião organizada. Ignorar o Mucongo, significa tão-somente apagar uma parte integrante da história de Angola . O povo Bakongo transborda no seu exterior fortes sinais de rejeição a presença e ocupação portuguesa. Sendo o primeiro a ter contacto com os portugueses e que com eles estiveram mais tempo, não assimilaram os modos de vida destes e resistiram a submeter-se a eles. Foram eles os primeiros Angolanos a desencadear uma acção militar activa contra o colonialista português através Álvaro Tulante Buta em 1913, seguido de Mbianda Ngunga. Muito mais tarde, o surgimento dos movimentos no norte centro e sul que levaram a independência de Angola em 1975. Os Bakongo conservam seus hábitos e costumes até aos nossos dias. Fruto de um ensinamento que vem passando de geração a geração e tende em continuar, pese embora as congruências do nosso país em relação os valores culturais e a preservação das nossas origens. Estes valores aliados a sua renitente acção contra a presença portuguesa, ocasionou um distanciamento dos portugueses dos Bakongo, que passaram a chamar-lhe de terroristas, gerando assim uma aparência negativa dos povos deste grupo étnico, aparência essa que foi acentuada pelos assimilados e servidores dos interesses portugueses, vinculando-lhe actos desgastantes, o mesmo que se verifica ate os dias de hoje infelizmente. Um pouco diferente, os povos Ambundu e Ovimbundu, sobretudo, foram deixando-se levar pelos Portugueses em quase todos os seus estilos de vida e permitiram com tamanha leviandade a presença destes em seus territórios, submetendo-se avidamente as suas ordens, quão obedientes e submissos. Em protesto a ocupação de suas terras cultiváveis, os Bakongo recusavam-se a trabalhar para os portugueses em suas próprias terras, o que levou aos portugueses empregaram trabalhadores Ovimbundu. Em função disto os Bakongos viam nos ovimbundu de cúmplices dos portugueses, por isso, a quando da insurreição armada de 1961, estes trabalhadores não foram poupados. Para além de serem obrigados a trabalhar como escravos e humilhados, os Ambundu e Ovimbundu viram suas mulheres violadas e desonradas, servindo de objeto de prazer dos Portugueses, dali se justifica a mestiçagem gerada nas regiões de Luanda Malange, Kuanza Norte e Sul, Huambo, Bié, Benguela e Huíla. Os portugueses aproveitavam-se do seu poderio abusava das mulheres desde as escravas as lavadeiras sem grandes resistências. » » » Segunda parte Por: Jose Luquissa. |
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