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Estimados
profissionais de comunicação social, caros militantes
do PDP-ANA, excelentíssimos dirigentes do PDP-ANA e convidados,
minhas senhoras e meus senhores.
INTRODUÇÃO
No dia 2 de Julho
de 2004, foi assassinado pelos os inimigos da Paz e da Democracia o
Prof. Eng.º Mfulumpinga Nlandu Victor, numa altura em que o povo
angolano acabava de entrar numa fase de pacificação do
país.
Este crime hediondo, que traduz a expressão máxima da
barbaridade, é sem dúvida, o culminar de uma série
de atentados que vem desde 1979.
Com efeito, pouco tempo depois do seu regresso a pátria angolana,
ele foi detido e submetido a um forte interrogatório na ex. casa
de reclusão pela tristemente célebre polícia secreta
DISA.
Em 1992, ele e toda família foram presos na DIC. O malogrado
foi torturado, tendo sido lesado um dos dedos da mão direita.
Em 1994, aos 19 de Abril, o seu carro foi baleado, poucos minutos depois
de o ter abandonado. No mesmo ano, foi responsabilizado de supostamente
ter agitado as populações contra as instituições.
A infiltração dos elementos da quinta coluna no
seio do partido visava destruir o partido afastando o seu líder.
Fracassados os intentos dos inimigos do nosso partido e do nosso líder
histórico, os elementos da quinta coluna foram atiçados
a acusar falsamente no tribunal supremo o malogrado Prof. Eng.º
Mfulumpinga Nlanu Victor e o Partido levantando falsas testemunhas.
DOIS (2) CONSEQUÊNCIAS DA MORTE DO MALOGRADO
Com o assassinato do malogrado Mfulumpinga Nlandu Victor não
só o Partido mas também o país perderam um dos
seus melhores filhos atendendo o contributo multifacético que
ele deu a pátria desde o tempo da luta de libertação
nacional.
Calou-se uma das vozes autorizadas da oposição em Angola.
Um grande animador do processo democrático assumindo-se como
uma referência incontornável no xadrez político
angolano. Conhecido pelo povo angolano como defensor dos sem voz, homem
da verdade, defensor intransigente dos direitos humanos; pedras basilares
de uma sociedade democrática.
É nesse quadro que ele foi galardoado atribuindo-lhe o prémio
do melhor deputado pela organização Galax. Conferiu um
cunho especial à democracia parlamentar em Angola através
de suas intervenções em matérias candentes de interesse
nacional.
Dotado de uma inteligência fora do comum, de qualidades intelectuais,
políticas, culturais e morais excepcionais, homens como Mfulumpinga
são raríssimos.
Enquanto antigo combatente da luta de libertação desempenhou
um papel de destaque na mobilização da juventude angolana
em prol da revolução para a independência do nosso
país.
Dedicou mais de duas décadas na formação da juventude
angolana como professor universitário e foi um exímio
matemático admirado por todo o mundo.
Deixou uma obra política que é o PDP-ANA que esta continuando
a trabalhar para implementação dos seus ideias em prol
do desenvolvimento multifacético de Angola.
Morreu um grande homem, um êxito professor, um deputado zeloso,
um político de singular virtuosidade e talento, um líder
da oposição prestigiado e carismático. Sejamos
eternamente reconhecidos ao inconformado lutador da justiça e
igualdade, ao chefe de família exemplar e a um dos maiores defensor
dos direitos humanos do nosso continente. Mfulumpinga Nlandu Victor
ocupara para todos sempre um lugar de absoluto destaque entre os mais
brilhantes e distintos filhos da mãe Angola.
Apelamos a todos militantes, simpatizantes e amigos do PDP-ANA de vencer
o medo mantendo se firmes e dedicados para o engrandecimento do partido
fundado pelo malogrado Mfulumpinga Nlandu Victor, no quadro dos desafios
eleitorais que se avizinham, devendo aderir massivamente ao processo
do registo eleitoral para que possamos fazer diferença no pleito
eleitoral a ter lugar no próximo ano de 2008. Se em 1992, como
Partido recém-nascido, apenas participamos nas eleições;
em 2008, iremos competir de igual para igual.
Passados três anos após seu assassinato, as autoridades
competentes da justiça não conseguem esclarecer o crime,
apesar de terem garantido o seu esclarecimento logo ao sucedido.
CONCLUSÃO
Caros militantes,
minhas senhoras e meus senhores, sejamos eternamente agradecidos a esse
homem mantendo-nos fieis a obra que nos legou, à coragem e coragem
e determinação que nos transmitiu, as espírito
de sacrifício e abnegação de que foi exemplo e
aos valores democráticos e de liberdade que dele herdamos. Curvemo-nos,
em homenagem, à memória do nosso irmão Mfulumpinga
Nlandu Victor, de que a pátria entregou em holocausto a sua própria
vida.
PRESIDENTE MFULUMPINGA, PRESENTE.
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