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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM

Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor

BEMBE DEFENDE QUE A NZITA TIAGO FALTA MENTALIDADE DE MUDANÇA

O líder do FCD fez o balanço do trabalho da sua organização desde a assinatura do Acordo de Paz para Cabinda, em 2006, e admitiu que a sua implementação pode acontecer antes das eleições anunciadas para Setembro próximo.

Luanda.02.08; O líder histórico da FLEC, Nzita Tiago «já não está à altura para liderar o movimento na conjuntura actual»- afirmou hoje o presidente do Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD), António Bembe.

O também ministro Sem Pasta do Governo de Angola, acusou Nzita Tiago de «falta de prudência e de mudança de mentalidade».
Para Bento Bembe, o fundador FLEC podia reduzir o sofrimento da população de Cabinda, «se fosse lúcido e capaz».

As críticas de Bento Bambe foram feitas hoje em conferência de imprensa durante a qual disse ter todos os motivos para se sentir satisfeito porque conseguiu demonstrar que a guerra não resolve o problema de Cabinda.

«Estou contente por trabalhar com o Governo para colaborar e ajudar a corrigir o que está mal problemas e defender os direitos humanos»- afirmou Bento Bembe.

O líder do FCD fez o balanço do trabalho da sua organização desde a assinatura do Acordo de Paz para Cabinda, em 2006, e admitiu que a sua implementação pode acontecer antes das eleições anunciadas para Setembro próximo.

Do mesmo modo, esclareceu que o estatuto especial para aquela província ainda não entrou em vigor mas rejeita todas as informações que apontam para a existência de um clima de guerra em Cabinda.

O líder do FCD minimizou o recente manifesto subscrito por algumas sensibilidades do enclave com o argumento de que o que é defendido pelos autores já não se coaduna com o actual momento de paz.

Para ele «o contexto em Cabinda mudou» e os subscritores do manifesto, tarde ou cedo, serão obrigados a abraçar os propósitos que estiveram na base da assinatura do Memorando de Paz.

A possível transformação do FCD em partido político foi descrita por Bento Bembe como um assunto a ser resolvido «depois do repatriamento dos refugiados angolanos».


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