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PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR O HOMEM Dizia: Mfulumpinga Nlandu Victor |
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Opinião
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As cançôes que perturbam o MPLA. Por: Eduardo Scotty. Na época colonial, a cançâo, a um certo momento, foi utilizada para denunciar os prejuizos do colonialismo. Hoje, é o regime marxista de José Eduardo dos Santos que està na linha de mira. |
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Desde a noite dos tempos, a cançâo desempenha
um papel muito específico na vida dos homens. Do nascimento,
com aquela melodia da mâe amante, à idade adulta, passando
pela adolescência, a cançâo està muito presente
na nossa vida. De maneira inocente, acompanha-nos nas nossas danças
durante as festas, e ajuda-nos a chorar quando temos óbitos.
Mas, hà também à que interpela-nos e desperta as
consciências. É aquela que provoca problemas hoje no nosso
país. Ela vehicula uma mensagem que destaca o comportamento associal
e imoral dos nossos dirigentes políticos. Na época colonial, a cançâo, a um certo momento, foi utilizada para denunciar os prejuizos do colonialismo. Hoje, é o regime marxista de José Eduardo dos Santos que està na linha de mira. Esta vez, é realmente a ruptura, o fim de um estado de graça que arastou-se demasiado em comprimento. Durante mais de trinta anos, cegados por um fanatismo político que toma as suas raizes na etnia Kimbundu de Luanda e arredores, os artistas músicos luandenses cantaram, a quebrar-se as cordas vocais, os elogios de um regime monarquico eleitivo, hoje, vomitado pela sua base militante. Apoiaram, talvez inconscientemente, os desprezam o povo e se enriquecem sem vergonha. Para mudar esta situaçâo, a funda veio de jovens artistas músicos de Luanda. Com este levantamento de escudos, eles recusam caucionar a injustiça, a corrupçâo, o enriquecimento pessoal, a exclusâo do Angolano no seu próprio país. Eles recusam calar-se e ver, em redor deles, os pobres tornarem-se cada vez mais pobres, e os ricos, cada vez mais ricos. A cançâo, aquela que faz-nos dançar
sobre as pistas de dança ou faz-nos chorar à lagrimas
quentes, pode tornar-se, se as condiçôes sâo reunidas,
um instrumento político eficaz. É o que os jovens angolanos,
cantadores de Rap, comprenderam. Melhor tarde que nunca. O governador de Luanda lançou os seus "capangas" à procura daqueles que, sob o casaco, ao abrogo dos olhares, escoam a cançâo. A observar a agitaçâo provocada por esta cançâo, pode-se concluir que os jovens "rapeurs" tocaram um ponto sensivel. Jamais, o MPLA, em trinta e três anos de reino absoluto, se sentiu tâo atingido. Dog Murras, do grupo musical Kuduros, coloca, na sua cançâo, o problema da presença massiva dos estrangeiros no país. Ele estigmatiza esta presença, e là nâo sou de acordo com ele, e defende o principio da "angolanizaçâo" da nossa sociedade acusando os estrangeiros de roubar os empregos dos Angolanos. Para aliviar os espiritos, là também, o MPLA nâo faz na renda. Tsizé dos Santos, filha do presidente angolano, pegou na caneta para defender os interesses das familias nobres. Mas o que incomoda, nâo sâo os interesses do MPLA, mas a atitude rancorosa dos Luandenses no que diz respeito às outras comunidades, lembrais-vos o 22 de janeiro de 1993, o massacre dos Bakongos. Fazer veicular uma mensagem de ódio que visa diabólizar os estrangeiros, à alguns meses das eleiçôes, é muito perigoso. Á mais minima faísca, milhares de pobres de Luanda podem tomar de assalto as habitaçôes dos estrangeiros e provocar um tremendo banho de sangue. É incrivel como o feitiço pode voltar-se contra o feiticeiro. Se hà um tempo para mentir, hà um tempo para prestar contas. O Pr. M'fulumpinga N'landu Victor dizia: " Para mudar Angola, é preciso mudar o homem". A cançâo é o instrumento pelo qual virà a mudança das mentalidades no nosso país? Deixo-vos reflectir à questâo e recomendo-vos, com vivacidade, que escutam as duas cançôes que perturbam o MPLA.. Escutar a música.
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